29 de janeiro de 2015

Quibe vegetariano

Esses dias fiz um quibe vegetariano a partir de uma receita que vi no grupo "Receitas Veganas" no facebook. Em vez de carne moída, vai abóbora, e ficou com um gosto muito parecido mesmo com quibe. Adorei.

Ingredientes:

- 2 xícaras cheias de abóbora cabotiã (abóbora japonesa) (aprox. 1/3 ou 1/4 de uma abóbora, depende do tamanho dela) cortada em pedaços grandes

- 1 e 1/2 xícara de trigo para quibe (xícara de 200ml)

- 1 cebola grande picada bem miudinho

- suco de 1 limão

- temperos: zaatar (tempero árabe - eu não tinha e coloquei pimenta síria), cominho, bastante hortelã fresca picada, pimenta do reino, sal e azeite

Preparo: Coloque o trigo de molho em água fria por cerca de 2 horas. Cozinhe a abóbora (em pedaços, com a casca!!!) com pouca água em uma panela tampada até ficar bem macia. Tire da água e amasse em uma tigela grande com o amassador de batatas para fazer um purê, deixe esfriar e reserve. Escorra a água do trigo e aperte com as mãos até sair toda a água. Misture a abóbora amassada, o trigo hidratado, a cebola picada e os temperos. Não é preciso usar nada pra dar liga, pois a abóbora fica cremosa e incorpora bem o trigo. Acomodar em um refratário ou assadeira untada com óleo. Levar ao forno por cerca de 30-35 minutos.

A foto está péssima, eu sei, mas tirei de noite, e se mudasse o ângulo ia ficar na frente da luz. =( Agora não dá mais para tirar outra porque o quibe já se foi. Mas ficou uma delícia.

26 de janeiro de 2015

Início de projeto de cobertor

Resolvi começar a tricotar um cobertor de patchwork. Vou fazer vários quadrados e depois costurá-los. Cada quadrado terá uma cor e um ponto diferente. Assim eu posso treinar trabalhar com lãs diferentes e treinar os pontos, já que posso fazer um ponto novo em cada quadrado. Cada quadrado tem uns 26 cm e eu pretendo fazer o suficiente para cobrir minha cama de casal e sobrar dos lados. Vai demorar, eu talvez queira desistir, mas paciência é uma virtude =)

Por enquanto fiz dois quadrados. Compreis algumas lãs diferentes e resolvi começar com essa lã preta com pelinhos.

Cara... agora descobri porque nos outros blogs sempre dizem para iniciantes não usarem essas lãs diferentes. O negócio é horrível de se trabalhar!Não dá para enxergar nada que você está fazendo e ela escorrega da agulha. Fiz ponto arroz, e acho que errei alguns, mas tanto faz, porque não dá para ver nada mesmo!
O quadrado ficou meio torto no final. Não sei se vou precisar blocar ou se quando eu costurar tudo, ele vai ficar mais certo.

O segundo quadrado foi com essa lã azul com outro tipo de pelinho, que eu já não tenho mais ideia de por que comprei.

A lã não escorrega como a primeira, mas esses pelinhos são insuportáveis! Eles enroscam em tudo! Deixam o fio difícil de puxar porque enroscam neles mesmos. E a torção desse fio não é muito boa. Várias vezes, quando eu conseguia desenroscar os pelinhos, via que só tinha pegado metade dos fios da lã.
Fiz ponto jersey, e aprendi que é melhor fazer o ponto tricô beeem solto, senão quando for fazer o ponto meia do outro lado, vai estar muito apertado. Já para fazer o tricô não tive dificuldade.
Achei que os pelinhos da lã ficaram mais cheios do lado tricô que do meia, então vou usar esse lado para cima. E nunca mais usar essa lã de novo. O problema é que tenho mais 2 novelos dela de outras cores, e agora vou ter que usar.

Espero que essas dicas possam ajudar outro iniciante no tricô. Vou continuar documentando meu processo de aprendizado com esses quadrados aqui. E agora o próximo será com uma lã normal, porque dessas já deu.

9 de janeiro de 2015

Primeiro cachecol de tricô

Alguns dias atrás me interessei por aprender tricô. Sempre gostei de trabalhos manuais, mas nunca me dediquei a nenhum. Nem nunca tinha pensado em tricô, porque achava que devia ser chato, ser coisa de velho. Aí, vendo alguns vídeos, me interessei e comecei a aprender.

Encontrei essa receita no youtube e resolvi fazer como meu primeiro projeto, porque me pareceu simples o suficiente para um iniciante:

Confesso que tive vários problemas no começo. Não tirei fotos para documentar, mas foi muito interessante tentar resolver os problemas sozinha. Percebi que meus pontos não estavam ficando bonitnhos igual os do vídeo, estava saindo uma bagunça sem desenho definido e eu não sabia por quê. Talvez isso possa ajudar outra pessoa que esteja começando. Cheguei à conclusão de que o problema era que eu não sabia fazer os pontos meia e tricô direito ainda. Eu achava que sabia, mas eu estava passando a linha pelo lado errado em alguma parte do ponto. Ou fazendo a laçada do lado errado, ou tirando o ponto da agulha do lado errado, não sei. Os pontos meia e tricô são iguais, só que um é para um lado e o outro é para o outro, então quando uma iniciante como eu vou alternando os dois, eu posso ter me confundido e nem percebi. Procurei vídeos no youtube sobre como fazer esses pontos e isso me ajudou a recapitular.

Outro problema que aconteceu no começo foi que milagrosamente apareciam mais pontos na minha agulha. A receita diz para fazer 21, mas de repente eu tinha 23 pontos, 26, até que uma hora eu tinha 35 pontos na agulha! Gente, não é possível... Acho que desmontei meu cachecol umas 4 vezes, fiz todos os pontos com cuidado para pegar a linha do lado certo e continuava aumentando o número! O que aconteceu? Eu aprendi a tricotar à portuguesa, ou seja, com a linha no pescoço (não sei se isso acontece com quem está aprendendo a tricotar com a linha atrás da mão, à continental), então a linha estava puxando o ponto na minha direção, deixando-o torcido, e eu não percebi. Aí quando fui tricotar esse ponto, eu estava olhando para a parte de trás dele, que estava torcida na minha direção, e não para a parte de cima do ponto, como deveria ser. Talvez seja difícil entender isso sem uma foto, mas acho que se alguém estiver tendo esse problema, a pessoa vai acabar enxergando. O que eu fui foi começar a colocar o dedo em cima da agulha direita, para impedir que os pontos torcessem para frente.

Depois de começar a prestar atenção nesses dois problemas, o cachecol começou a sair certinho. Só não me preocupei muito em corrigir todos os erros no produto final porque era mais um teste mesmo, então não liguei que desse para ver alguns pontos errados.

Outra coisa, o tamanho. Na receita ela coloca 21 pontos, mas eu não me toquei que a minha lã era mais fina que a dela, então meus 21 pontos ficaram menores que os dela. Como eu não ia desmanchar nem comprar outra lã para esse projeto teste, fiz assim mesmo e ficou um cachecol de criança. E como o meu ficou menor que o da receita, também não obedeci o número de carreiras. Vi a olho a largura da listra que gostei e fiz assim, com 14 carreiras em cada listra.

Na hora de arrematar também procurei um vídeo sobre isso.

Como já estava mais habilidosa em fazer os pontos, fiz o método mais difícil, o último, e deu super certo.

15 de abril de 2014

Game of Thrones S04E02 The Lion and the Rose

Gostei tanto do episódio de Game of Thrones de ontem que quis assistir de novo e escrever minha opinião sobre cada núcleo. Comentários sobre os livros, lógico, então não leia se não quiser um pouquinho de spoilers.

Tyrion e Jaime conversando sobre a mão - No livro Tyrion nem sabia que Jaime tinha sido amputado até bem mais para frente, tanto que quando eles se encontram e Tyrion faz aquela piada “Noseless and Handless, the Lannister boys” foi bem depois do casamento e do julgamento. Agora não vai acontecer nas mesmas circunstâncias, porque como adiaram a volta do Jaime na temporada passada, eles precisavam se encontrar antes. Achei a troca do Ilyn Payne pelo Bronn bem plausível.

Ramsay e Roose - os dois muito bem interpretados. Adorei terem colocado a Fat Walda. Ela só precisava ser mais alegrinha. Também adorei Roose chamando o Ramsay de Snow, e Ramsay caçando com as meninas. Espero que façam o detalhe de ele nomear o próximo cachorro de Tansy. Aliás, esse ator que faz o Ramsay é perfeito para o papel.

Reek - Na cena em que o Theon faz a barba dele reparei que Theon ainda tem todos os dedos das mãos. Na série o Reek está bem arrumadinho. Ele parece só psicologicamente mudado. No livro o cabelo dele fica branco, ele perdeu vários dentes e dedos, e é irreconhecível. Mas nós não vemos o Reek no 3º livro, só direto no 5º, então acho uma ideia interessante se tentassem fazer uma transformação dessas aos poucos, em vez de já avançar com a história do núcleo deles, porque senão na próxima temporada não vai ter história.

Ramsay conversando com Locke sobre cortar a mão do Jaime - ok, refrescando a memória… Locke é uma substituição para o Vargo Hoat então isso é uma desculpa para eles terem destinos diferentes. Fui relembrar o que tinha sido do Vargo Hoat no livro. O Roose Bolton não gostou de ele ter cortado a mão do Jaime e quis se livrar da culpa, deixando o Vargo se ferrar quando Tywin descobrisse. A Brienne arranca a orelha dele e depois, a mando do Tywin, Harrenhal é invadido pelo Montanha, que corta as mãos e pés do Vargo, e depois o mata. Agora Locke está junto com Roose e virou amiguinho do Ramsay. Tywin não vai fazer nada com o Locke? O único destino seria o Roose entregar o Locke para o Tywin, mas por que levá-lo até o Dreadfort para isso?

Entrega de presentes - adoro quando se preocupam em colocar detalhes do livro que não tem importância, só para deixar fiel. Como Tyrion dando o livro para Joffrey e Joffrey picotando o livro. Ótima a cara da Sansa quando Joff agradece.

Shae - WTF? Já faz tempo que a Shae tem essas ceninhas de ciúme. Pra quê? Está parecendo que ela gosta mesmo dele. Não, gente, assim não… Pra quê mudar isso?

Stannis, Selyse e Melisandre - Gosto mais da Selyse na série que no livro. E esse cara que faz o Stannis é ótimo. Mas eles estão até parecendo um casal… no livro isso é a última coisa que eles parecem. Achei essa cena boa para introduzir o deus vermelho e a Shireen. Reparei na Mel dizendo que só existe um inferno, onde vivemos agora. Procurei o que sabemos sobre o deus vermelho nos livros e não encontrei nada sobre essa história de inferno.

Bran - fiquei muito feliz com essa cena. Uma das coisas tristes da série é a parte do Bran ser tão sem graça, quando no livro é uma das partes mágicas da história. Na primeira temporada, quando o Bran acorda após ter caído, foi uma pena terem cortado a visão dele, então gostei de terem colocado agora uma visão (o conteúdo foi meio vago, mas visualmente foi bom). Também gostei de mostrarem a weirwood (como chama essa árvore em português?) com o rosto. Até aparece isso nas outras temporadas, mas só os fãs prestam atenção nesses detalhes. Conheço uma pessoa que viu o rosto pela primeira vez no final da 3ª temporada e perguntou o que era. Absurdo né… isso é explicado e está presente desde o 1º capítulo do 1º livro.

Queen of Thorns no casamento - Lady Olenna é sempre ótima. Usaram uma conversa entre ela e o Tywin pra introduzir o Iron Bank of Braavos, que já vai “aparecer” nessa temporada, porque escalaram um ator para o funcionário deles. Depois a rainha de espinhos conversando com a Sansa. Reparei nisso só assistindo pela segunda vez. Trocaram a rede do cabelo da Sansa por um colar. Lady Olenna mexendo no cabelo da Sansa e tirando uma pedra do colar bem no cantinho…

Personagens juntos no casamento - bem legal como deram um jeito de todo mundo se encontrar no casamento. Oberyn dando em cima do Loras, que esbarra no Jaime. Brienne cumprimentando Margaery e Joffrey e conversando com Cersei. Coisas que nunca acontecem nos livros, mas que foram interessantes de ver. Aliás, adoreeeei a Cersei dizendo que a Brienne ama o Jaime e fazendo uma ceninha de ciúme. Isso é bastante implícito nos livros, então eu considerei uma confirmação essa fala num episódio escrito pelo próprio GRRM. A Cersei nos livros nem repara na existência da Brienne, até bem no final do 5º, quando descobre que o Jaime não aparece porque foi atrás de uma mulher.

Conversa entre Tywin, Cersei, Oberyn e Ellaria - todas as falas fantásticas! Todas lembrando as pessoas de coisas sobre a história. Só fico em dúvida se quem não leu entende essa história da Myrcella estar em Dorne, e como isso é vantajoso para quem.

Atores anões lutando a guerra dos cinco reis - Fala sério, muito melhor que no livro! (Embora eu tenha lido que eles foram atrás de alguém que montasse um porco, mas acharam muito ruim para o porco.) Cheio de detalhes, muito bom mesmo.

Morte do Joffrey - agora eu vi! Joffrey bebe o vinho e põe a taça na mesa da Queen of Thorns. Depois quando ele pega a taça de volta a câmera mostra ela olhando para a taça. Também percebi a deixa para parecer que foi a Sansa. Achei a maquiagem dele meio assustadora demais… mas afinal, é o casamento roxo!

15 de fevereiro de 2014

Chá para preencher a vontade de açúcar

O I Quit Sugar sugere tomar chá quando estiver morrendo de vontade de comer um doce. Claro, chá sem açúcar.

O favorito deles é o de limão com alcaçuz. Alcaçuz. Eu já vi isso para vender? Não estou lembrada.
Bem, todos os chás de ervas estão valendo. E para adoçar pode colocar canela, baunilha, erva-doce, camomila ou rosas. Vou experimentar a baunilha tanto no chá como no iogurte.

Você também pode fazer um ice tea, colocando o chá na geladeira enquanto espera ele esfriar com as ervas dentro (eles sugerem por 1-2 horas). E depois é só adicionar gelo.

13 de fevereiro de 2014

Macarrão de abobrinha

Esse macarrão de abobrinha era uma das receitas do I Quit Sugar. Estou no meio da segunda semana do programa, mas confesso que não estou seguindo todas as receitas, porque não tem condição de eu ficar cozinhando todo dia e levar a comida. Eu como bastante em restaurante por quilo, mas estou seguindo a dieta desse jeito mesmo. Só pego coisas que entrariam na dieta, como arroz, feijão e diversos legumes refogados, ou batata. Não estou mais pegando doce, coisa que fazia antes, nem estou colocando açúcar no cafezinho de depois do almoço (ou nos outros cafezinhos que tomo durante o dia). Também não estou mais bebendo suco no restaurante. No lugar bebo água, água de coco, ou um refrigerante zero. Mas acabei de lembrar que refrigerante zero tem adoçante, que é proibido, então vou ter que lembrar de cortar isso também. Tenho que cortar o macarrão por causa do molho de tomate. Hoje esqueci disso e peguei um pouco de nhoque, mas agora vou lembrar.

Bom, o macarrão de abobrinha. Achei viável de cozinhar. Levei uma meia hora para cortar todos os ingredientes e fazer. Tem que cortar a abobrinha bem fininha - isso é o mais difícil. O molho pesto são oficialmente 4 xícaras de manjericão e 2 xícaras de espinafre, mas eu só tinha 1 de manjericão na horta e um maço de espinafre, que deve dar mais de 2 xícaras. 1/2 xíc de queijo ralado, 2/3 xíc de azeite de oliva, 4 dentes de alho amassados, 3 nuts picadas (coloquei avelã porque era o que tinha), suco de 1 limão e um pouco de sal marinho. Bati tudo no liquidificador, mas tive que ajudar com um pouco de água, porque não queria bater por nada. Essa água deixou o molho meio líquido depois. As abobrinhas cozinhei por 2 minutos. Elas ficam meio al dente mesmo. E pronto. Só colocar queijo em cima (pode até ser queijo branco picado). Quanto mais fino cortar a abobrinha, melhor.

Obs: Sim, eu estou morrendo de vontade de comer sobremesa, chocolate, todo tipo de doce. Mas estou sendo firme.

3 de fevereiro de 2014

I Quit Sugar - 1ª semana

Plano de refeições da primeira semana daquele programa que comentei num post anterior, o I Quit Sugar. Aquela dieta para quebrar o vício em açúcar. Hoje é oficialmente o primeiro dia do programa, apesar de eu estar diminuindo o açúcar há quase um mês. A sugestão para as refeições é a seguinte (considerando que eu estou fazendo a opção vegetariana):

Como essa primeira semana coincidiu com o tempo em que eu estar viajando, e que não sei se vou ter tempo e/ou fogão para cozinhar, vou tentar seguir, mas vou acabar fazendo mais ou menos. O importante é, se eu for substituir as refeições, vou trocar por qualquer outra coisa o mais equilibrada possível e que não tenha açúcar. Já fiz o almoço do primeiro dia, o tal sushi de quinoa.


Sushi de quinoa, beterraba, cenoura e broto de feijão. Nunca tinha feito um sushi antes. Que tenso! A quinoa não gruda que nem o arroz, e eu não sabia que tinha que apertar bastante, aí deu nessa massaroca. Mas o gosto estava bom. Coisas a se aperfeiçoar. Achei o gosto da quinoa cozida bem parecido com o do arroz. E eu que não gosto de beterraba também não achei ruim, talvez por causa do gosto da alga e do shoyo (light). A receita original tinha abacate (que não comprei), e pepino (que odeio). Achei esse sushi vegetariano sensacional! Não sou muito viciada em comida japonesa, mas para quem gosta e quer uma opção alternativa, é ótimo.

Ah, também fiz o primeiro café-da-manhã, o tal overnight oats (sem foto). Você tem que, na noite anterior, pôr num recipiente a aveia, semente de chia, amêndoas picadas, canela e leite de coco, e deixar na geladeira. Aí de manhã mistura com iogurte e frutinhas vermelhas. É, frutas. Descobri que as frutas são cortadas no programa, mas nessa primeira semana de adaptação pode comer essas frutas vermelhas no café-da-manhã e um pouco de abacate em algumas refeições. O negócio causa um estranhamento no começo, porque quando os cereais não tem nenhum gosto doce, eles tem um gosto meio de nada. Mas percebi que dá para se acostumar e que vou acabar achando esse müsli uma delícia.

20 de janeiro de 2014

Bolo de banana integral diet

Comi um bolo de banana tão gostoso ontem que fui inspirada a criar uma versão diet da receita. Ok, quando começar meu I Quit Sugar daqui 10 dias vou ter que cortar a banana, por mais que o bolo não tenha açúcar, mas fica a receita para a posterioridade.

Ingredientes:

  • 6 ovos
  • 1 xícara de leite de soja zero
  • 3 xícaras de farinha de trigo, metade branca e metade integral
  • 1 colher de chá de fermento
  • 1/3 do pote de margarina
  • 1/2 xícara de adoçante de forno
  • 6 bananas

Modo de preparo:
Separe as claras das gemas para bater em neve depois. Aqui tem um vídeo mostrando como fazer isso com uma garrafinha de plástico (foi a primeira vez que testei e achei ótimo!). Misture o adoçante, a manteiga e as gemas até virar uma massa homogênea. Peneire a farinha e misture na massa aos poucos. Fui adicionando um pouco do leite conforme colocava a farinha, para misturar melhor, e só depois de terminar a farinha coloquei o resto do leite. Adicione o fermento e depois as bananas amassadas. Por último as claras em neve e misture até elas desaparecerem na massa. Asse em forma untada e enfarinhada a 190 graus. O tempo acho que depende do forno, mas o meu ficou 45 minutos.

14 de janeiro de 2014

Yoga - Relatório de progresso

4 dias atrás tirei essa foto para o desafio de yoga no instagram (#30dyc). Relatório de progresso: ontem consegui tirar o joelho esquerdo (afinal o peso vai todo para o braço direito, que é mais forte), e hoje consegui tirar os dois, um de cada vez. Qual é o nome dessa postura em português? graças ao aplicativo do ipad sei os nomes de todas em inglês. Half tripod headstand =D
Essa foto é de hoje. Não gosto muito dessa postura, então já tinha um tempo que não fazia. Estou sem aula há quase 1 mês e não lembro quando foi a última vez que teve essa postura na aula. Relatório de progresso: nunca tinha conseguido encostar os pés inteiros no chão. Só não sabia o que eu fazia com a minha cabeça. Parece que tem alguma coisa errada, e deve ter mesmo. E como se chama essa em português? Acho que em inglês é inverted plank. Prancha invertida, então?

Além disso, há 2 dias decidi treinar o corvo todos os dias, mas não tenho foto. Não estava treinando porque já estava fazendo várias outras posturas e queria melhorar meu equilíbrio antes, mas decidi que não aguento mais não conseguir fazer o corvo como quero. Cheguei à conclusão de que eu caio porque coloco o equilíbrio muito para frente, do mesmo jeito que faço quando estou de pé e que estou tentando corrigir no RPG. Por isso que sempre caio para frente quando faço o corvo.

5 de janeiro de 2014

Yoga Challenge, dia 5

Estou participando de um Desafio de Yoga no instagram. Basicamente os moderadores passam uma postura por dia, e você tem que fazer a postura, tirar uma foto e postar com as tags do desafio. No final 3 pessoas vão ganhar tênis da nike, mas o objetivo não é esse, e sim terminar o desafio. É muito legal tentar fazer e olhar as fotos das outras pessoas.

Hoje a postura era uma parada de mão (Handstand - Estou sabendo os nomes das posturas de yoga em inglês mais que em português devido ao instagram! Hahaha!). Eu nunca fiz isso antes, não consigo fazer, porque ainda me falta força nos braços e equilíbrio. Então como proceder? Não queria pular dias do desafio! Aí vendo as fotos de outras pessoas tive essa ideia de procurar um lugar com 2 paredes próximas, para conseguir ir subindo na parede com as pernas. E não é que foi muito fácil? Só não consegui colocar os dois pés na parede, mas isso é treino. Entendi o objetivo do desafio. Foi um desafio mesmo!

Programa 8 semanas sem açúcar

Emagreci bastante no ano passado. Quase 23 kg. Estava conseguindo comer bem pouco, por falta de fome e vontade mesmo. Aí por motivos emocionais voltei a comer em dezembro e engordei 4 kg, que não consigo perder, e muito menos continuar emagrecendo como antes (ainda não estava no peso ideal). Até que essa semana encontrei no instagram o @iquitsugar e resolvi dar uma olhada no site deles. Lá encontrei esse programa de 8 semanas sem açúcar.

Me inscrevi no próximo, que começa dia 30/01. É um programa onde eles vão me dar uma lista de compras toda semana e vão dar sugestões de coisas para eu comer, que não contenham açúcar. Isso abrange todo tipo de açúcar, desde o açúcar no café, ao açúcar como ingrediente de alimentos industrializados até o açúcar das frutas. No site tem mais informações detalhadas sobre o como e o por que do programa. A fundadora do site sugere fazer o programa pensando nele como um teste, porque a ideia de cortar o açúcar mesmo que por u único dia parede muito assustadora. Num teste, você está livre para voltar a comer quando terminarem as 8 semanas. E são 8 semanas porque ela diz que leva de 21 a 66 dias para você conseguir quebrar um vício. E o açúcar é um vício, como uma droga.

Meu maior medo é que não faço a menor ideia do que vou comer no lugar do açúcar. Eu como legumes, mas isso faz parte do almoço ou jantar. E no café da manhã ou lanche da tarde? Eu costumo comer 2 torradas com geleia sem açúcar e leite de soja com achocolatado orgânico. Acho que a única parte disso que não tem nenhum tipo de açúcar é o leite zero. Até a geleia sem açúcar não pode, porque ela tem o açúcar da fruta. O que eu vou comer?! Só dia 30 para descobrir. Mas estou chocada porque até no pão de forma integral tem açúcar. Até no iogurte de soja e nos pacotinhos de torrada. Isso sem contar nos doces em que sou viciada. Tudo tem açúcar! Hoje meu pai colocou açúcar até no molho de macarrão (por quê?).

A intenção do programa não é emagrecer, mas sim que você se sinta melhor consigo mesmo, porque o açúcar seria o causador do mal-estar, da falta de energia e de depressão. O que também ia me ajudar bastante. Ainda faltam vários dias para começar, mas eles sugerem já ir diminuindo a quantidade se conseguir. Vou tentar. Talvez ir ao supermercado e procurar um pão sem açúcar? Hahaha.

5 de janeiro de 2013

Desfazendo as malas.

E isso é em torno de um quarto das minhas coisas. Ou talvez um sexto.

Pois é, estou de volta da Alemanha, de volta ao maldito calor.
Não postei no blog nos últimos meses porque não tive tempo ou não conseguiria manter uma regularidade. Mas agora estou de volta. Viajei bastante e aprendi muita coisa.

Detalhe: quatro malas, uma delas com 32 kg. Um milhão de coisas para arrumar e por em dia.

Em breve, até os próximos capítulos.

16 de setembro de 2012

Filme 360

Hoje em pleno domingo eu fui ao cinema. Tinha resolvido que queria assistir esse filme, por ser do Fernando Meirelles, e hoje era o último dia. Não tem muita opção do que se fazer sozinha na Alemanha num domingo, então fui.

A história do filme é basicamente sobre as vidas de diversas pessoas, que se entrelaçam de uma forma ou de outra. Romances, que dão certo ou errado, ou que simplesmente não acontecem. E como as pessoas vêm e vão na nossa vida.

Original? Talvez não. Mas real, feito de uma forma agradável, e que veio a mim num momento interessante. Gostei também de haver personagens de diversos países, que falam diversas línguas, em vez de simplesmente por todo mundo falando inglês.

A frase "nós vivemos apenas uma vez. Quantas chances ainda temos?" veio e se sentou ao meu lado no cinema, me cutucando e dizendo: está vendo? Sai do cinema ao final do filme e não queria ir ler meu livro, como planejado. Não queria fazer nenhuma outra coisa tampouco. Fui dar uma volta pela cidade. Tudo fechado, mas o tempo estava bom e tinha algum movimento de turistas no centro. Fui, vi o movimento, olhei os cafés abertos, resolvi que se eu realmente quero o que quero era agora que precisava agarrar a minha chance. Ai passei ao lado do restaurante mais improvável, um japonês, e vi uma cesta de maçãs. Comprei uma e fui embora para casa, pensando ser um sinal eu ter visto as maçãs bem na hora em que pensei que o que eu precisava era de uma fruta e que todos os supermercados estavam fechados.

Não sou nenhuma cinéfila, e os cinéfilos de plantão podem achar os defeitos que quiserem no filme, mas ele foi bom para mim, e isso já basta.

25 de agosto de 2012

Pequeno passeio por Viena

Para quem não sabe estou fazendo uma pequena viagem de 2 semanas, passando por várias cidades. Uma delas foi Viena. Sei que é muito pouco tempo para eu ter alguma opinião razoável sobre a cidade, mas posso ao menos dizer qual foi a impressão que tive.

Em primeiro lugar, nunca tinha procurado fotos da cidade em nenhum lugar. Não sabia o que esperar da arquitetura ou das atrações. Fui pelo simples prazer de viajar. Chegando lá, a primeira coisa que pensei foi: será que vim para Roma no lugar de Viena e ninguém me avisou?

Achei a arquitetura dos prédios históricos idêntica à de Roma. E todas essas estátuas decorando os prédios, e as colunas gregas... Olha a estátua do Mozart como exemplo:

E a cidade é toda cheia de palácios, pois foi a capital do império áustro-húngaro. Essa é uma parte de um deles:

Não tive tempo de entrar em nenhum palácio ou museu. Minto, entrei no parlamento, mas isso provavelmente vai ficar para outro post. É muito museu! É coisa para você visitar um em cada dia, com calma, e não ficar correndo para ver tudo em um dia. Deixei isso para o dia que puder voltar lá, até porque já entrei em palácios em outras cidades.

Na foto acima é a ópera, um prédio muito bonito e do qual eu esqueci de tirar foto da fachada! Aí é a lateral. Mas essa foto ajuda a representar porque eu achei esse centro histórico de Viena uma cidade régia. É tudo tão grande e majestoso, tudo tão esbanjando a riqueza que um dia existiu ali. Eu não entendo bem de arquitetura para saber o nome do estilo desses prédios (será renascentista? XD), só sei que é um estilo que não me agrada muito. Acho muito mais bonito neo-gótico. Então como tem muitos prédios assim, e tudo de cor tão clarinha, me deu uma sensação de distância.

Em compensação, tem predios que são diferentes. Abaixo estão as fotos da prefeitura e da catedral respectivamente.


Foto da catedral tirada da wikipédia, pois a imbecil não tirou foto desse ângulo.>

Acho muito mais bonito assim. E o que são essas florzinhas nas janelas da prefeitura? Que coisa mais linda! Estava acontecendo um festival de cinema da frente da prefeitura, por isso o telão.

Aqui abaixo é um monumento que foi presente da Rússia pela proclamação da república da Áustria (está certo isso? Eu lembrei do que o guia falou? hehe). À noite a luz da fonte fica mudando de cor. E só a nível de informação, eu fui parar nesse lugar à noite porque estava perdida!

Aqui é só mais um exemplo de prédio. Porque eu sou estranha e fico tirando foto das ruas para eu me lembrar de como elas eram anos depois, pois minha memória não é tão boa como deveria ser e eu esqueço.

Gostei de poder ter voltado a falar alemão. É que estou com um grupo de falantes nativos do inglês, portanto estou só ouvindo essa língua com os mais diversos sotaques nativos, acompanha pelo humor deles (que, a propósito, não me agrada). Me sinto tão melhor com o idioma alemão! Ainda mais ouvindo um sotaque novo e divertido.

Tinha chegado à conclusão de que minha impressão sobre Viena era de que eu voltaria a fins de turismo, para visitar os museus e palácios, mas não moraria lá. Agora já tenho uma outra ideia. A de que eu sou meio nômade, de que meu negócio é mudar, e não olhar para um lugar e achar que deveria permanecer ali ou não.

18 de agosto de 2012

Motivos para gostar de Berlim, ou não

Amanhã é meu último dia em Berlim. Triste e passou rápido. Estou indecisa, pois ao mesmo tempo estou ansiosa para conhecer lugares novos, e não quero ir embora. Odeio a ideia de as coisas acabarem. Mas sei lá... =/
Bom, para fins de conclusão, escrevi uma lista de coisas que eu gosto em Berlim e de coisas que não gosto. Essa lista não tem o objetivo de ser precisa, eu escrevi para mim e é a minha opinião baseada na minha experiência.

    Motivos para amar Berlim
  • Currywurst
  • As pessoas com cabelos das mais diversas cores e cortes
  • Nöö!
  • Pessoas muito simpáticas
  • Poder andar à noite no escuro e não ser perigoso
  • O transporte público é organizado para um brasileiro (mas para um alemão é, às vezes, vergonhoso).
  • Ótima infraestrutura turística
  • Os mendigos e sem-teto falam inglês, alemão, e muitas vezes outras línguas. Isso não é bom para nós, porque eles podem pedir dinheiro em várias línguas, mas o fato é bastante interessante.
  • O transporte público não tem catraca. Extremamente conveniente para a pressa.
  • Mercado de pulgas no Mauerpark.
  • Tem muitos parques no meio da cidade onde se pode passear e sentar na grama quando está sol.
  • Andar de bicicleta.
  • Tem diversos lagos em torno da cidade onde dá para ir de trem e onde há praias e lugares para praticar esportes aquáticos.
  • As pessoas lêem muito mais que no Brasil.
  • Dussmann, a versão alemã da Livraria Cultura.
  • Alguns bares com ambiente muito agradável.
  • Retornar as garrafinhas plásticas no supermercado.
  • A forma como cada bairro da cidade parece por si só uma cidade completamente diferente.
  • A forma como alguns museus procuram ser dinâmicos e interessantes.
  • Os carros respeitam o sinal verde para os pedestres. Porém eu acho que os pedestres não deveriam esperar o sinal quando não vem nenhum carro.
  • Placas eletrônicas dizendo quantos minutos faltam para chegar o trem e informações nas paradas sobre as próximas paradas e o mapa das linhas e das ruas.
  • As pessoas sobem mais escada que no Brasil.
  • Tem caixas eletrônicos na rua e eles não são roubados durante a noite.
  • Aprender sobre a história da segunda guerra e da guerra fria e poder ver pessoalmente na cidade os lugares mencionados.
  • Respectivamente ver filmes (especialmente comédias!) sobre a queda do muro e "reconhecer" os lugares.
  • Não tem trânsito.
  • As pessoas usam as combinações de roupas mais malucas e ninguém está nem ai: é normal. O mesmo vale para os estilos de cabelo. Essas pessoas são de todas as idades e, o melhor, elas arrumam emprego.
  • Precisei fazer um B.O. e uns dias depois a polícia me ligou para perguntar se eu já tinha recuperado meus pertences. Mais outros dias depois recebi em casa uma carta expressando sentimentos (hahahaha) pelos meus pertences para sempre perdidos e dizendo que eu deveria informar em tal número se tivesse alguma notícia.
  • Bons restaurantes.
  • As casas dos bairros pobres são, ao que me pareceu, boas.
  • Os prédios não possuem portaria, câmeras de segurança ou qualquer tipo de grade ou portão entre sua janela e a calçada. E não tem problema.
  • Adoro a atmosfera à noite (no verão), o movimento e as luzes.

    Motivos para não gostar de Berlim (ok, algumas dessas coisas são sobre a Alemanha, não só sobre Berlim)
  • Xenofobia. Não, não sou loira, de olhos azuis e de pele branca, e aqui notei que as pessoas mais velhas e conservadoras se incomodam por eu ser uma extrangeira na terra delas.
  • Pessoas estúpidas e grossas. Note a frase sobre pessoas simpáticas na outra lista. Pois é, na minha opinião as pessoas em Berlim são 8 ou 80.
  • Quando a máquina de comprar o bilhete do metrô devolve seu dinheiro apesar de não haver nada de errado com ele, e você precisa comprar o bilhete.
  • Bêbados no metrô à noite.
  • Muitas lojas não aceitam cartão de crédito, e, das que aceitam, muitas não aceitam Master.
  • O cinema é caro, e meia entrada não é bem "meia".
  • Burocracia quando você precisa que algum tipo de documento ou atestado seja emitido. Isso sem falar nesse negócio de se registrar na prefeitura...
  • Ter que ir no médico para comprar medicação que no Brasil você compra sem receita.
  • Em alguns bares você tem que pagar na hora cada vez que trazem seu pedido, e não tudo no final. Isso dificulta se você não tem trocado ou se queria pagar um valor maior no cartão.
  • Tudo fecha cedo! E no domingo não tem nada aberto.
  • Você precisa permanecer do lado direito da escada rolante. Não vejo nenhum problema nisso. O problema é quando te fuzilam porque você andou pelo lado esquerdo da calçada. Pessoas que arrumam motivos irrisórios para se estressar.
  • Tem gente que não sabe ganhar dinheiro. Chega um cliente no restaurante e não vem ninguém para indicar uma mesa. Se a pessoa achar lugar num lugar cheio, é torcer para vir alguém anotar o pedido; se não achar, é bom ter paciência. Num horário em que poderia ter clientes, tudo fechado. Chega alguém numa loja de celular pedindo um plano e eles falam que não dá e fica por isso mesmo. A pessoa vai embora e eles não oferecem uma outra opção para tentar segurar o cliente. Juro que em vários lugares eu pretendia gastar meu dinheiro, mas a falta de ajuda do vendedor me fez não saber se loja tinha o que eu queria.
  • O tempo! Só aqui eu aprendi como o tempo no Brasil é bom. O brasileiro não sabe. Com qualquer ventinho já está reclamando de frio. Como vi numa frase de cartão postal, "Das ist kein Wetter!".
  • Quando está aquele calorão, todas as janelas do S-Bahn estão fechadas e o povo está de casaco lá dentro. E só por isso o S-Bahn anda na velocidade de uma lesma.

Eu não soube em que lista colocar o dialeto. No começo ele causa um estranhamento. Depois de uma certa convivência com a pessoa, passei a me acostumar com a pronúncia diferente.

O balanço final foi positivo. é uma relação complicada com a cidade, porque tem dias que estou de saco cheio, e teve uma época em que eu não estava numa boa fase. Tudo dava errado. Mas depois passou. Fiz outras coisas e a cidade voltou a ser boa e voltei a sentir uma atmosfera agradável. Acho que se eu morasse aqui no meu próprio apartamento, sozinha ou com outra pessoa da minha escolha, se fosse uma pessoa com quem eu pudesse contar realmente, teria me poupado diversas coisas desagradáveis em Berlim que atrapalharam alguns dos meus dias.

Só sei que já estou pensando no que vou fazer quando voltar!

14 de agosto de 2012

Schwerin

Schwerin é uma cidade onde fui com uns amigos num domingo. Estávamos sem o que fazer, a cidade não é muito longe e o bilhete era barato (fomos com o Schönes Wochenende Ticket, então ficaram 8 euros para cada um!). A cidade é a capital de um estado chamado Meckleburg-Vorpommern - pois é, rs -, que ouvi falar ser o estado mais pobre da Alemanha, e é uma cidade pequena. Tem um centrinho velho, um lago com passeio de barquinho, um centro comercial (que, óbvio, estava fechado). O que achamos engraçado foi que vimos uma igreja fechada para férias. Gente! Onde já se viu igreja ter férias? Achei simplesmente cômico!

Aqui é o lago, onde sentamos num cais para passar o tempo, ai veio o tiozinho do barco e nos xingou porque nós só estávamos lá sentados e não íamos pegar o barco. Há! Só serviu para me ajudar a reconhecer um pouco mais do humor alemão, pois ele foi extremamente irônico. Preciso de uns momentos até entender se os alemães estão me xingando ou se só estão fazendo um comentário.

A cidade velha. Uma gracinha, mas tudo fechado. Pobres comerciantes, perderam o dinheiro que eu poderia gastar com vocês... =)

O castelo é a atração principal da cidade. Hoje esse castelo abriga um museu e o prédio do governo estadual. Não entrei, pois meus amigos não estavam a fim de ver interior de castelo, mas as um milhão de fotos que tirei do exterior já valem. Que coisa maravilhosa! Lindo mesmo!

Essa foi tirada do parque que tinha atrás do castelo. Nesse dia estava acontecendo uma festinha de comidas de Viena. Comi um Wiener Schnitzel caro e tomei um sorvete de flores. Estranho, mas tinha gosto de pétalas mesmo. Ruim! Tinha também um palco com um trio cantando música lírica. Andando mais um pouco, encontramos um mercado de pulgas com uma barraquinha de doces poloneses, que minha amiga me fez experimentar e que, na minha opinião, são parecidos com os bombons da caixa da Nestlé. Hehehe!

Já isso aqui é uma arte bastante interessante que estava no jardim do castelo. Tinha um pedaço da parede no meio da grama com essa moldura vazia. O quadro é a própria paisagem que você vê. Gostei muito da ideia. E claro que tiramos fotos fazendo pose na moldura.

No final do dia já não tínhamos mais o que fazer em Schwerin, mas acho que valeu para conhecer um lugar novo. Ah, esqueci de falar que vimos um bar latino que tinha simplesmente uma quadra de volei de praia! É, com areia e tudo, e gente jogando! Essa Alemanha tem cada coisa...

11 de agosto de 2012

Barrados na balada

Faz tempo que não posto aqui porque não tive muito tempo. Mas essa é a minha última semana em Berlim (já), então preciso organizar minhas coisas, para depois vir escrever posts mais longos. A partir da semana que vem vou viajar por 2 semanas, e depois vou para minha nova casa em Munique.

Mas achei um assunto curto do qual falar, só porque isso me indignou muito. Ontem eu e uns amigos tínhamos decidido ir numa balada da qual minha amiga tinha ouvido falar. Era supostamente uma balada chique, em cima de um prédio onde daria para ver a cidade. Fomos.

Chegando lá tinha uma entrada com três seguranças de terno na porta, coisa que não costuma ter aqui. Chegamos, por coincidência, junto com outras pessoas. O segurança deixou algumas entrarem e, em seguida, fechou a catraca para a gente e perguntou se estávamos junto com as pessoas atrás de nós. Não. Então disse que nós podíamos todos seguir à direita. Seguimos. E ficamos para fora da fila. Não podíamos entrar. Simples assim, sem explicação.

Um rapaz que estava com a gente disse que ouviu o segurança falando que nós não éramos alemães. Alguém me dá uma arma para eu dar um tiro nessa criatura infeliz?
Não foi a primeira vez que sofri xenofobismo aqui, e provavelmente não vai ser a última. Esse tipo de experiência só me serve para eu aprender muito sobre a vida, as pessoas, e como elas devem ser tratadas.

25 de julho de 2012

Schloss Charlottenburg

O Schloss Charlottenburg (schloss = castelo) é um dos lugares mais bonitos de Berlim, na minha opinião. Foi construído em 1699 por ordem de Frederico III para sua mulher Sofia Carolina (tradução dos nomes de nobres às vezes dói...) como palácio de verão e possui um jardim no estilo barroco, rodeado por um parque. Eu adoro parques, então sou meio suspeita para falar. O castelo foi parcialmente destruído na 2ª guerra, então não sei realmente o que é original e o que não é. As fotos abaixo são do primeiro andar. Já no segundo andar as paredes eram todas lisas, só com algumas pinturas e móveis, justamente por causa do bombardeiro. É uma pena.

Dá pra chegar lá de ônibus partindo da estação Zoologischer Garten, mas a besta aqui resolveu fazer um caminho mais "legal" e andou para caramba. E esse foi o primeiro dia de quase sol desse mês. Faz uma semana. E isso porque também choveu nesse dia. Bom...
E aqui é o interior do castelo. Achei esse salão de madeira muito bonito.

Todo o andar inferior do castelo é cheio de detalhes, de paredes ricas e molduras riquíssimas, de quadros, de móveis antigos que hoje seriam considerados pequenos, e de várias outras coisas que eles devem ter tentado preservar ao montar o museu.
Detalhe para essa sala de porcelanas. Isso foi só uma parede, pois as outras também eram cheias de vasos e não couberam na minha foto.

Esse quarto era o vestiário da tal da Sofia Carolina. Vários dos quartos eram alguma coisa dela, afinal o palácio era só para ela!

Aqui a visão de trás a partir do jardim.

A foto desse lugar é uma das minhas preferidas. Claro que minha câmera não é lá aquelas coisas, mas vi a mesma foto com a câmera profissional do meu amigo e quase caí de costas.

E essa foto é de um dos anexos do castelo, que eram casas separadas, e que hoje são também museus. Um é um museu de porcelanas, outro possui pinturas e uma exposição sobre decoração naquela época. Fotografei todos os quadros. Afinal, eu paguei pela licença de fotos, então tinha que usar! Mas ninguém merece eu ficar postando isso aqui no blog! Só fotografei esse salão e outras coisas do gênero para eu me lembrar de como elas eram quando ver essa foto anos depois, pois minha memória é fraca.

24 de julho de 2012

Curtas, parte 3: ingresso gratuito

Eu juro que tento, mas alimento o esteriotipo do brasileiro e não consigo ser organizada. Organizada nos mínimos detalhes. Por exemplo, semana passada eu troquei de bolsa. Não comprei uma bolsa nova, só resolvi que no dia seguinte ia sair com outra bolsa, e para isso precisava transferir todos os objetos de uma para a outra.

Lógico que durante esse processo eu me distraí, olhei o computador, mexi em outras coisas, então a bolsa não recebeu atenção máxima. Lógico, eu esqueci de transferir um ítem importantíssimo: a carteira. Aí, no dia seguinte, como eu tinha aula só à tarde e o tempo estava duvidoso, resolvi ir num dos museus da minha lista de coisas a fazer, o museu da tecnologia. Cheguei lá toda feliz de conhecer uma rua nova de Berlim, e um metrô novo também, e por ticar um ítem da minha lista. Mas na hora de pagar o ingresso, cadê a carteira? Eu pedi licença para a mulher do caixa e disse que ía procurar meu dinheiro. A mulher atendeu outras pessoas, e depois virou para mim e perguntou se eu já tinha achado.

- Não, eu esqueci a minha carteira -, eu disse. Ela começou a mexer no caixa, tirou um ingresso e quis me dar.
- Mas eu não tenho dinheiro -, eu respondi, já louca de ter perdido a viagem.
- Eu sei! - disse a mulher mal-humorada. - Mas esse ingresso é para a senhora.
- É, mas eu não estou entendendo...
- A senhora está esperando alguém?
- Não.
- Então é um ingresso gratuito, já que a senhora esqueceu a carteira - disse ela com o mal-humor ainda maior. - De vez em quando a gente faz isso!

Eu aceitei o ingresso chocada. Sério. Agora chocada por que, eu não sei. Por ela ter me dado o ingresso, quando a reação de muitos outros alemães seria de "problema seu". Ou por ela ter feito uma cortesia com mal-humor? Quando a gente é gentil a gente tenta demonstrar isso. Eu nunca tinha visto uma cortesia feita brava desse jeito, como se eu não ter entendido que era um presente a tivesse irritado.

De qualquer forma, não estou reclamando. O museu foi super interessante, mas os alemães são cada vez mais incompreensíveis.

20 de julho de 2012

De telefones antigos

Hoje eu fui no Technik Museum em Berlim e presenciei uma situação interessante. Não vou comentar agora sobre o museu em si, que é fantástico, mas sobre como talvez eu esteja ficando velha.

Na parte dos telefones tinha os mais diversos tipo de telefones antigos. Alguns todos de madeira, com designs bastante curiosos e típicos de aparelhos bem antigos. Esses, por exemplo, eram usados em ferroviárias:

Ai também tinha alguns telefones com esse disco para discar os números. Não sei o nome disso. Vejam só, todos antigos.

Então noto que ao meu lado havia um pai com uma menininha. Ele estava explicando para ela como funcionavam esses telefones com o disco. Que você tem que por o dedo no buraco do número e girar até o final, depois soltar, esperar o disco girar de volta e por o dedo no próximo número e assim por diante. E a menininha interessada, pois nunca tinha visto isso na vida. No final ela fez uma cara de rejeição com um comentário como "Era tudo assim, então? Que estranho!".

Estranho foi para mim, que nunca tinha imaginado que existisse uma pessoa (ok, uma criança) que não entendesse automaticamente como se usa um telefone desses.