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16 de setembro de 2012

Filme 360

Hoje em pleno domingo eu fui ao cinema. Tinha resolvido que queria assistir esse filme, por ser do Fernando Meirelles, e hoje era o último dia. Não tem muita opção do que se fazer sozinha na Alemanha num domingo, então fui.

A história do filme é basicamente sobre as vidas de diversas pessoas, que se entrelaçam de uma forma ou de outra. Romances, que dão certo ou errado, ou que simplesmente não acontecem. E como as pessoas vêm e vão na nossa vida.

Original? Talvez não. Mas real, feito de uma forma agradável, e que veio a mim num momento interessante. Gostei também de haver personagens de diversos países, que falam diversas línguas, em vez de simplesmente por todo mundo falando inglês.

A frase "nós vivemos apenas uma vez. Quantas chances ainda temos?" veio e se sentou ao meu lado no cinema, me cutucando e dizendo: está vendo? Sai do cinema ao final do filme e não queria ir ler meu livro, como planejado. Não queria fazer nenhuma outra coisa tampouco. Fui dar uma volta pela cidade. Tudo fechado, mas o tempo estava bom e tinha algum movimento de turistas no centro. Fui, vi o movimento, olhei os cafés abertos, resolvi que se eu realmente quero o que quero era agora que precisava agarrar a minha chance. Ai passei ao lado do restaurante mais improvável, um japonês, e vi uma cesta de maçãs. Comprei uma e fui embora para casa, pensando ser um sinal eu ter visto as maçãs bem na hora em que pensei que o que eu precisava era de uma fruta e que todos os supermercados estavam fechados.

Não sou nenhuma cinéfila, e os cinéfilos de plantão podem achar os defeitos que quiserem no filme, mas ele foi bom para mim, e isso já basta.

11 de agosto de 2012

Barrados na balada

Faz tempo que não posto aqui porque não tive muito tempo. Mas essa é a minha última semana em Berlim (já), então preciso organizar minhas coisas, para depois vir escrever posts mais longos. A partir da semana que vem vou viajar por 2 semanas, e depois vou para minha nova casa em Munique.

Mas achei um assunto curto do qual falar, só porque isso me indignou muito. Ontem eu e uns amigos tínhamos decidido ir numa balada da qual minha amiga tinha ouvido falar. Era supostamente uma balada chique, em cima de um prédio onde daria para ver a cidade. Fomos.

Chegando lá tinha uma entrada com três seguranças de terno na porta, coisa que não costuma ter aqui. Chegamos, por coincidência, junto com outras pessoas. O segurança deixou algumas entrarem e, em seguida, fechou a catraca para a gente e perguntou se estávamos junto com as pessoas atrás de nós. Não. Então disse que nós podíamos todos seguir à direita. Seguimos. E ficamos para fora da fila. Não podíamos entrar. Simples assim, sem explicação.

Um rapaz que estava com a gente disse que ouviu o segurança falando que nós não éramos alemães. Alguém me dá uma arma para eu dar um tiro nessa criatura infeliz?
Não foi a primeira vez que sofri xenofobismo aqui, e provavelmente não vai ser a última. Esse tipo de experiência só me serve para eu aprender muito sobre a vida, as pessoas, e como elas devem ser tratadas.